Sou de Cristo

sábado, 4 de janeiro de 2014

Porta dos Fundos VS Cristianismo

Já fiz dois posts sobre o vídeo do Porta dos Fundos que ofendeu aos cristãos (ver aqui e aqui), e em ambos falei de estratégias de revide. Não é preciso ser cristão, e nem sequer religioso, para saber que os humoristas da extrema-esquerda realmente assumiram sua posição de maneira explícita.
No meu caso específico, como não sou religioso, eu não teria por que me incomodar. Mas o problema principal é que, como sou liberal, acho extremamente ofensivo e imoral da parte deles adotarem a dualidade de critérios, propondo que cristãos possam ser objeto de piadas, mas que o mesmo não se aplique a grupos que eles defendam, como militantes LGBT e feministas. Enfim, é a agenda da extrema-esquerda. Por isso, nessa instância da guerra política, estou do lado dos cristãos.
Em um texto de alguns meses atrás, Fabio Porchat, um dos líderes do grupo dá sanção moral a todos os revides. Veja:
Justamente no Brasil, onde vivemos um período de censura tão marcante e profundo. O que o requerente diz é que o vídeo fere a moral e os bons costumes. A moral de quem? Os bons costumes de quem? O vídeo tem seis milhões de acessos. Ninguém é obrigado a gostar do esquete, mas impedi-lo de existir? Eu te confesso que, pra mim, a definição de humor é ferir a moral e os bons costumes. Sempre. Repare, não é humilhar, difamar, ofender, mas sim, pegar a sua moral e os seus bons costumes e colocá-los em uma corda bamba, para que você tropece em cima dos seus preconceitos, para que você se coloque em xeque! O humor te expõe!
Acho muito forte alguém querer proibir as outras pessoas de verem um vídeo porque se ofendeu. Ninguém é obrigado a ver, vê quem quer. Se eu me ofendo, parto do pressuposto de que todo o povo brasileiro (e mundial, afinal internet é global) também está ofendido? Não seria melhor deixar a maioria decidir? Será que essa uma tem o direito, por exemplo, de proibir seis milhões? E olha que não estamos falando de televisão aberta. Quando eu ligo a minha TV, imediatamente pulam imagens e vozes saídas da tela.
Por essa ótica, ele tem um argumento interessante a favor da liberdade de expressão. Nesse caso, os processos judiciais lançados por grupos LGBT contra piadas politicamente incorretas perdem todo o sentido. Os grupos de esquerda poderão dizer que “piada contra religiosos pode, mas piada contra gays não pode”, dizendo que gays são uma minoria, mas esse é o jogo da acusação de falsa simetria. A questão é uma só: ou um grupo pode ser objeto de piada ou não pode, desde que pessoas físicas não sejam objetos de calúnia ou difamação. Assim, pelo princípio da isonomia, Fabio Porchat define as regras éticas pelas quais ele não pode ser processado, mas seus oponentes também não, pela prática de piadas sobre grupos.
Não vou falar de processos, mas sim de uma tática muito positiva para esta nova época: o boicote. Andei lendo Gene Sharp, autor de “From Dictatorship to Democracy”, que também é um ótimo autor que pode ser reconstruído para a direita. (Aliás, quem já se acostumou com esse site, sabe que, em termos de método, eu uso fontes da nata da esquerda, que são Antonio Gramsci, Saul Alinsky, George Lakoff e Gene Sharp)
Para Sharp, o boicote é uma forma ética de drenarmos o poder de uma ditadura, seja ela uma ditadura formal, ou uma ditadura ideológica.
Abaixo, veja o vídeo onde Fabio Porchat aparece como garoto propaganda da Caixa Econômica Federal:

Assim, o dinheiro do contribuinte cristão ajuda a financiar um humorista que ataca o cristianismo. Dessa maneira, os cristãos podem não apenas boicotar a Caixa Econômica Federal, como também boicotar o governo do PT, que, como sabemos, usa o aparelho do estado. Lembremos que isso também abre um espaço frutífero para a crítica moral, pois neo-ateus costumam criticar os pastores, por receberem dinheiro de seus fieis. Mas Porchat se encontra em um estado ético muito pior, pois ele recebe dinheiro que o estado tirou das pessoas a partir de coerção. Desta feita, moralmente, ele está no estágio mais baixo possível.
Quanto ao boicote, um leitor deste blog, João Júnior, enviou uma carta à Itaipava, uma das patrocinadoras do Porta dos Fundos. Foi uma reclamação formal quanto ao patrocínio do grupo Petrópolis, da cerveja Itaipava, ao canal de YouTube “Porta dos Fundos”.
Segue a resposta recebida por João Júnior:
Prezado Sr João,
O Grupo Petrópolis respeita todas as manifestações religiosas e a opção de fé de cada pessoa. Sua política de comunicação é rígida no tratar de questões deste tipo e não há espaço para nenhum tipo de desrespeito a qualquer religião. Nesta condição acompanha qualquer iniciativa que envolva sua marca. No caso do site Porta dos Fundos, o Grupo Petrópolis aprova única e exclusivamente os programas em que suas marcas estejam expostas.
Na recente veiculação do programa “Especial de Natal” o Grupo Petrópolis não teve nenhum tipo de contato antecipado com o seu conteúdo, o qual não menciona, cita ou mostra nenhuma de suas marcas.
O Grupo Petrópolis está avaliando o conteúdo do referido programa.
O Grupo Petrópolis reitera seu mais elevado respeito por toda e qualquer religião e crença e reforça seu compromisso com a liberdade religiosa e de expressão.
Atenciosamente,
Grupo Petrópolis
Essa própria resposta pode ser questionada, pois é dito que o Grupo Petrópolis “aprova única e exclusivamente os programas em que suas marcas estejam expostas”, o que não havia ocorrido no programa em questão. Mas o problema é muito mais sério: para produzir programas específicos, é preciso de um financiamento de empresas, que inclui então o dinheiro do anunciante para “os outros programas”. Sendo assim, o Grupo Petrópolis ainda deve desculpas por ter financiado “os outros programas” do Porta dos Fundos.
Deve-se lembrar também que o Porta dos Fundos possui outros patrocinadores, como Rossi Residencial, Operadora Vivo , Cartão Visa, LG , Restaurante Spoleto, Remédio Dorflex, Fiat. O Fábio Porchat é garoto propaganda da Caixa Econômica Federal. Uma petição no site CitizenGO dá dicas do que os cristãos podem fazer.
Enfim, ao que parece, a linguagem econômica é bastante útil para essas questões, e o uso deste tipo de estratégia na guerra política é sempre moralmente justificável. Não há violência, e nem o uso do aparato do estado. É a simples execução do direito de um consumidor tomar opções, a partir de suficientemente informado sobre quem as empresas financiam.
Na criação de uma consciência política com foco em boicote, deve-se avisar as empresas que elas estão sendo boicotadas. Esse tipo de comunicação é importante, pois em muitos casos a queda no faturamento poderá ser atribuída a outros fatores por parte da gestão, mas, se ocorrer uma comunicação em massa à empresa alertando-os sobre o boicote em vista, elas saberão que por tomarem suas decisões de patrocínio, estão sendo responsabilizadas por essas decisões, e isso resultou em diminuição do faturamento.
FONTE: http://lucianoayan.com/
PETIÇÃO CONTRA O PRECONCEITO DO PORTA DOS FUNDOS: http://www.citizengo.org/pt-pt/node/1921
PETIÇÃO PARA LIBERTAR A ASIA BIBI: http://www.citizengo.org/pt-pt/2187-liberdade-para-asia-bibi-perseguicao-aos-cristaos
MOTIVOS PARA BOICOTAR O PORTA DOS FUNDOS: http://renatovargens.blogspot.com/2013/12/razoes-porque-eu-nao-assisto-os-videos.html / http://www.respondi.com.br/2013/12/como-lidar-com-os-que-discordam.html

COMO CRISTÃOS, DEVEMOS AMAR OS QUE NOS PERSEGUEM, MAS NUNCA FINANCIAR-LOS!
DEUS ABENÇOE OS CRISTÃOS DO BRASIL!

2 comentários:

Fabio Lima disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fabio Lima disse...

Excelente texto. Concordo com você, tem que agir de maneira inteligente, voltando-se para a fonte de renda desses programas. Não se trata de liberdade de expressão ou não, mas da liberdade do consumidor de comprar produtos de empresas que respeitem seus (do consumidor) valores.