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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Plebiscito do Desarmamento 2


Fonte: http://www.youtube.com/user/rtsanch


Fonte: http://www.youtube.com/user/janelapromundo


Fonte: http://www.youtube.com/user/Adrianoltp#p/u

Bruno Pontes
Imediatamente após a chacina de Realengo, o governo federal anunciou que antecipará a nova campanha em favor do desarmamento com o argumento de que uma população armada é uma população violenta. Contra essa tese trabalha o advogado paulista Bene Barbosa, presidente do Movimento Viva Brasil, associação empenhada em proteger o direito ao uso de armas para defesa da vida e da propriedade e que agora como em 2005 redobra os esforços para desmistificar a propaganda oficial.
Nesta entrevista, Bene salienta que "o Nordeste tem o menor número de armas legais, de acordo com a Polícia Federal, e hoje desponta como a região mais violenta do país" e que países como Inglaterra, Canadá e Portugal viram a criminalidade crescer após restringir o uso legal de armas. O advogado destaca também o exemplo da armada e pacata Suíça, que disse não ao desarmamento no referendo realizado em fevereiro passado, assim como fizeram os brasileiros no referendo de 2005, contra a vontade do governo.

Bruno Pontes - Como você avalia a retomada da campanha de desarmamento pelo governo?

Bene Barbosa - Totalmente oportunista e inescrupulosa. Utilizar a morte de crianças pelas mãos de um psicótico é jogar baixo demais. Todos eles sabem, e sabem muito bem, que não haveria lei capaz de deter um maníaco que passou meses se preparando. Há uma enorme desonestidade em tentar ligar a posse legal de armas com o que ocorreu.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirma que "uma população armada é uma população violenta". Essa alegação tem fundamento?

Não há nada que prove isso. Muito pelo contrário. O Nordeste, infelizmente, é um grande exemplo disso. Nesta região há o menor número de armas legais, de acordo com a Polícia Federal. Além disso, Sergipe, Alagoas e Paraíba foram os estados que mais entregaram armas nas campanhas de desarmamento. E hoje o Nordeste desponta como a região mais violenta do país, sendo que Alagoas é a campeã nacional de homicídios.

Exemplos internacionais são ainda mais abundantes. Os EUA possuem 270 milhões de armas nas mãos da população e são apenas 5 homicídios por 100 mil habitantes. O Brasil tem 4 milhões de armas legais e uma taxa de 27 homicídios por 100 mil habitantes. Outros exemplos dessa total falta de relação entre armas e violência são Suíça, Finlândia, França e até nossos vizinhos Argentina e Uruguai, mesmo tendo legislações que não impedem que um cidadão possua e até mesmo porte armas, inclusive de calibres considerados restritos no Brasil. Restritos para o cidadão, pois vemos diariamente os criminosos armados com o que há de mais moderno.

O Estatuto do Desarmamento trouxe algum benefício para o país?

Que me perdoem a ironia em assunto tão sério, mas só se for mais segurança para os criminosos que hoje invadem casas, empresas, sítios com muito mais segurança de que não encontrarão ali alguém não só disposto a enfrentá-los como devidamente armado para isso. O governo não tem moral para se colocar como monopolista da coragem. Defender ou não a minha vida, o meu patrimônio e principalmente a minha família é uma decisão consciente minha e, repito, não aceito que o governo exija a minha rendição perante os criminosos.

O governo afirma que o número de homicídios em alguns estados, como São Paulo, caiu por causa do Estatuto do Desarmamento. Essa relação de causa e efeito faz sentido?

Isso é uma enorme mentira. O chamado Estatuto do Desarmamento foi aplicado igualmente em todos os estados, uma vez que é uma lei federal. Aliás, em alguns estados, por decisão das superintendências da Polícia Federal, o direito de comprar uma arma legalmente está sendo cerceado. Em um levantamento feito pelo Movimento Viva Brasil, após recebermos várias denúncias de cidadãos que não estão tendo o seu direito respeitado, constatamos que Pernambuco, Acre, Rondônia, entre outros, nem sequer autorizam a compra de armas legais. O que fez a diferença em São Paulo é uma política de segurança pública continuada com o investimento de bilhões nos últimos anos, o que resultou na aplicação da lei penal. Hoje São Paulo tem 40% de todos os presos do Brasil. São Paulo mostrou o caminho contra o crime, que é diminuir a impunidade.

Com a queda expressiva em São Paulo tivemos um reflexo direto na média nacional, o que em um primeiro momento leva a crer que houve uma queda, porém com a divulgação dos homicídios de 2008, o Brasil volta a ter mais de 50 mil homicídios, assim voltando a ter os mesmos índices de antes do desarmamento.

Apesar da pressão do governo e de ONGs, os brasileiros rejeitaram o desarmamento no referendo de 2005, mas os esforços para retirar as armas da população continuam. Quem financia essa campanha e com quais interesses? Há financiamento do exterior?

Basicamente são financiadas pelo próprio governo, com o dinheiro de nossos impostos e de ONGs internacionais, como por exemplo a Fundação Ford. Os interesses realmente não são claros, há uma cortina de fumaça sob a égide da segurança pública.

O novo ministro do STF, Luiz Fux, fez uma declaração surpreendente: para ele, o governo deveria simplesmente entrar na casa das pessoas e tomar as armas.

Uma declaração desta já preocuparia se fosse dita por qualquer pessoa; quando vem de alguém que foi escolhido para defender o Estado de Direito, é assustador e pode apontar para o caminho de um Estado Policial, onde nenhuma liberdade individual será respeitada em um futuro próximo.

O ministro precisa relembrar o passado de seu povo. Os judeus foram desarmados na Alemanha nazista e todos sabemos o que aconteceu. Há inclusive em nosso site a tradução de um artigo sobre o assunto: (http://www.mvb.org.br/campanhas/desarmamentonazista.php)

Há casos de países que tenham se desarmado e visto a criminalidade aumentar?

Vários! Inglaterra, Austrália, Portugal, Canadá e França, entre outros, adotaram sérias restrições às armas legais e tiveram crescimento da criminalidade. Vários deles já começam a rever essa legislação, tornando-a menos restritiva. Portugal e França são dois exemplos disso. O Brasil, por outro lado, continua aplicando a mesma fórmula esperando ter um resultado diferente. Isso não acontecerá e eles sabem disso.

Em fevereiro passado a Suíça rejeitou a proposta de desarmamento. O Brasil tem o que aprender com o caso suíço?

A lição mais importante do referendo na Suíça, que também disse não ao desarmamento, foi simplesmente ignorada pela maioria da imprensa nacional e é que desarmamento não tem nenhuma relação com a criminalidade! Ou será que alguém ousa dizer que a Suíça é um país violento que precisa ser desarmado? Os mesmos patrocinadores do desarmamento de lá atuaram aqui. Aqui era para diminuir os homicídios; e na Suíça? Qual a desculpa? Exatamente o inverso. Diziam os desarmamentistas lá que já que não havia criminalidade, não havia motivo para se ter armas. Eles adequam suas falácias de acordo com o seu público. Isso mostra a desonestidade dos argumentos.

Como nasceu sua militância contra o desarmamento e o Movimento Viva Brasil?

Eu pessoalmente comecei a me interessar pelo assunto lá pelo ano de 1995, quando o então presidente Fernando Henrique introduziu a ideia de desarmamento no Brasil nos moldes propostos pela ONU. Em 2003, com a aprovação do ineficaz Estatuto do Desarmamento e a proximidade do referendo de 2005, percebemos que precisávamos de algo mais profissional e então fundamos o Movimento Viva Brasil. Lembrando que embora sejamos uma ONG não contamos com dinheiro público e nem com isenção fiscal como contam as ONGs desarmamentistas. Isso foi uma escolha exatamente para mantermos a nossa independência de atuação. Afinal, quem paga, manda.

Hoje nossa principal atuação é ser a voz contra o discurso "politicamente correto" do desarmamento e em defesa da liberdade individual. Não aceitamos um Estado que nos trata como crianças. Que a todo momento tenta impor aquilo que acredita ser melhor. Lembrando que impor o bem é uma das piores formas de se promover o mal. E podem acreditar, o desarmamento não tem absolutamente nada de bom.

Fonte: Mídia Sem Máscara

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Plebiscito do Desarmamento

Vote "NAO" ao plebiscito do desarmamento:

Fonte: http://www.youtube.com/user/CasandoOVerbo

Todos nos temos o direito de se defender:

Fonte: http://www.youtube.com/user/kakasolid

O plebiscito pode ser uma armadilha dos Illuminatis:

Fonte: http://www.youtube.com/user/TheAntiIluminati

Defensor ferrenho do direito do cidadão ter arma de fogo, deputado gaúcho lembra que população já foi consultada sobre o tema e disse 'não' ao desarmamento
DEM
Contrario à ideia do desarmamento, Onyx Lorenzoni classifica de oportunista ideia de Sarney de fazer novo plebiscito sobre o tema
Fábio Góis

Empunhadas por um psicopata, duas armas compradas ilegalmente provocaram uma chacina em uma escola municipal de Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, no último dia 7. Os revólveres foram manuseados pelo ex-aluno Wellington Menezes (23), que não tinha porte de arma e foi diagnosticado como esquizofrênico. O episódio resultou em 12 mortes, entre crianças e adolescentes, além de vários feridos. Naquele dia, a comoção nacional que se seguiu à tragédia refletiu no Congresso, e suscitou as mais diversas reações. Entre elas, o projeto de decreto legislativo que, anunciado no início da semana passada e encabeçado pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), visa promover um novo plebiscito sobre a comercialização de armas de fogo (o assunto já foi tema de um plebiscito e, na ocasião, os eleitores disseram 'não' à proposta de desarmamento).

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) é um membro declarado do que se convencionou chamar de "bancada da bala", parlamentares que tiveram suas campanhas financiadas por indústrias e fabricantes de armamento e munição. Onyx tem posse e porte de arma, eventualmente anda armado, e defende claramente o direito que, na sua avaliação, as pessoas devem ter de usar armas para a sua defesa. Para Onyx, retornar a um tema que já foi objeto de apreciação da sociedade por conta da tragédia de Realengo é algo “oportunista e hipócrita”.

“É muito importante a gente saber diferenciar o que é controle de armas e o que é controle de criminalidade. Quem tem a responsabilidade de olhar para o país inteiro, que é o Parlamento brasileiro, não pode misturar esses conceitos de forma oportunista, demagógica e hipócrita”, atacou Onyx, em entrevista concedida ao Congresso em Foco na última terça-feira (12). “A iniciativa do senador Sarney é de uma irresponsabilidade brutal, de alguém que não entende nada e não estudou, não procura ler, não procura se informar.”

Para Onyx, o problema não é a comercialização das armas legais, e sim as falhas nas políticas de segurança pública, que facilitam, entre outros elementos de criminalidade, o mercado clandestino de armamento. Ele diz que o país tem uma “excelente e rigorosa” legislação sobre posse e porte de armas e munições. E mais um plebiscito, considera, seria desperdício de dinheiro e motivo de chacota mundial.

“O país gastou R$ 600 milhões para perguntar para a população se ela era a favor ou contra a proibição do comércio de armas e munições. Qual foi a resposta da população? Não. 64% da população votaram não. Um país como o Brasil, em que se gasta mais com publicidade e propaganda do que com segurança, gastar, em cinco anos, R$ 1,2 bilhão para fazer a mesma pergunta? Nós vamos ser ridicularizados no mundo todo!”, exclamou o deputado, lembrando que aumentaram os custos de um referendo como o que foi feito em 2005 – quando, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, foram gatos R$ 250 milhões pelo governo.

“O que tem de curioso nessa resposta? Naquela data, 97% da população brasileira não tinham armas. Apenas menos de 3% tinham armas registradas, legais. Transcorrem-se cincos anos, e continua o mesmo cenário”, acrescenta o deputado, esclarecendo que sua intenção não é promover o armamento da população civil nem o comércio de armas, “até porque as indústrias brasileiras não têm mais do que 15%, 20% do seu faturamento no mercado interno; cerca de 80%, 90% é fora do Brasil”. “A minha luta é para manter o direito que eu quero ter, que a sociedade deve ter de poder escolher se quer ou não ter uma arma em casa. Só isso.”

Pás e revólveres

Onyx diz não ver diferenças entre um revólver e uma pá. Para ele e seus mais de 10 milhões de conterrâneos gaúchos, ambos são “instrumentos como outro qualquer”. A questão, diz, é o uso que se faz dos “objetos inanimados”. “O liquidificador liga do nada? A televisão liga do nada? Não, é preciso alguém apertar um botão. No caso de uma arma, alguém tem de pressionar o gatilho. O problema não está no objeto, mas em quem o manuseia”, argumenta o deputado, que tem porte de arma desde o início da década de 1980, após uma invasão à casa de seu sogro, em Porto Alegre. Na ocasião, um dos quatro filhos do deputado ainda era bebê de colo.

“Eu pude sacar a minha arma, sustentar o agressor sem que ele me agredisse e sem que eu o agredisse. Ele está vivo e eu também. Agora, não sei se estaria falando contigo hoje se não estivesse com aquela arma na mão”, defende o deputado.

Em quase 30 minutos de entrevista, o deputado citou diversos números e estatísticas sobre o assunto, referentes ao Brasil e a outros países emblemáticos. Descreveu o poder de fogo de algumas armas, falou sobre os testes “rigorosos” a que é submetido periodicamente para manter o direito de portá-las e usá-las. Demonstrando conhecimento de causa, comprou briga com movimentos sociais como o Viva Rio, a quem acusa de manipular informações e até mentir sobre a relação entre armas de fogo e violência. E, com campanha financiada por fabricantes de armamento em eleições anteriores, diz não ver conflito de interesses em defender deu ponto de vista – uma vez que, garante, só depois de manifestar seu posicionamento, durante o primeiro mandato de deputado federal (ele está no terceiro consecutivo), chamou a atenção das empresas do setor.

“O Brasil hoje controla muito bem armas legais, e a gente não pode esquecer que o país é signatário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que diz em seu artigo 3º: 'São direitos da pessoa humana a vida, a liberdade e a defesa pessoal'. É textual a palavra. O que quer José Sarney, de maneira oportunista e hipócrita, é impedir que o Brasil continue honrando talvez um dos mais importantes tratados dos quais é signatário. Ao tentar revogar artificialmente, e ao tentar negar aquilo que a população já disse”, criticou Onyx. Por ironia, no momento da entrevista, o Senado votava a chamada MP do Trem-Bala, trocadilho que seria cômico se o momento não fosse trágico. “Dinheiro pra botar no trem-bala, tem. Já pra botar na segurança...”
Confira a íntegra da entrevista:

Congresso em Foco: O senhor já entrou armado no Congresso?
Onyx Lorenzoni:
Nunca.

Entraria?
Não vejo necessidade alguma. Eu tenho arma, tenho porte de arma, atiro muito bem, treino tiro. Já tive a minha vida e a minha integridade preservadas exatamente porque eu tinha arma, sem precisar dar um tiro. A arma foi usada como instrumento de dissuasão. Não vejo necessidade. Aqui é um lugar onde a gente tem completa segurança. O eventual porte de arma é para uma situação onde a pessoa se coloca em risco – quando se vai para uma estrada, viajar de noite, nessas circunstâncias. Fora disso, eu mesmo não uso em meu cotidiano. Eu uso a arma quando treino, ou na minha casa, óbvio.

Na década de 1960, o ex-senador Arnon de Mello, pai do ex-presidente da República Fernando Collor de Mello, matou um parlamentar durante uma sessão no Plenário do Senado. Em 2009, o senador Pedro Simon (PMDB-RS), ao trocar acusações com Collor no mesmo local, disse ter resgatado aquela trágica memória. Não é perigosa a relação entre parlamentar e arma de fogo?
O Estatuto do Desarmamento fez algo que eu acho corretíssimo. Eu sou contrário a qualquer vantagem extra para autoridade – que tem de ter dever, e não vantagem. O estatuto acabou com o direito de porte automático. Por exemplo, para mim, que tenho posse e porte, em janeiro deste ano eu me submeti [às obrigações da legislação]: fiz psicotécnico, exame de saúde, teste de tiro, teste de conhecimento de legislação... Eu fiz dois testes – um em que se atira em uma silhueta e outro em que se atira em alvos a mais de sete metros de distância. Hoje, para uma pessoa receber o porte de arma no Brasil, tem de ter quase expertise em armas. É diferente do passado, quando quem fosse amigo do delegado tinha porte de arma. É por isso que eu digo, o problema do Brasil não é arma legal – até porque nós já vendemos no país 50 mil armas por ano. Hoje não se vende oito mil. Houve uma queda brutal da comercialização, e isso não é de hoje, já tem seis ou sete anos. Na verdade, o Brasil tem uma lei excelente para controle de armas na mão da população civil, ninguém pode questionar. Mais do que se restringiu não se pode fazer. Contam-se até os cartuchos – são 150 munições que tu podes compra por ano. E justificar [a quantidade]. Isso vai para o arquivo da polícia. Se a polícia achar que tu estás comprando munição demais, vai te investigar. O problema do Brasil é armamento ilegal, quadrilha, bandidagem. Para o seu Sarney ter autoridade para falar em plebiscito, ele tem que, primeiro, obrigar o governo a que ele apoia a desarmar os bandidos. Porque eu não vou entregar para nenhuma polícia do Brasil a segurança da minha família. Ah, essa não! Tu podes fazer o teste aqui em Brasília. Liga, pra tu veres se eles te atendem. Ou quanto tempo eles levam para chegar à tua casa.
Alguns parlamentares e a própria ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos), em eleições passadas, tiveram suas campanhas financiadas por fabricantes de armas. O senhor também...
Eu também.

Não seria conflitante para o senhor combater um projeto que visa o desarmamento?
Não. E eu vou te explicar o porquê. A ministra Maria do Rosário é uma deputada do Rio Grande do Sul, que tem a sociedade mais armada da América Latina. Lá, nós temos uma arma para cada dez habitantes. E nós temos as mais baixas taxas de homicídio, por 100 mil, do Brasil e da América Latina. Lá se encontram os principais fabricantes de armamento do Brasil. Por quê? Porque para lá, no século retrasado, se dirigiram italianos e alemães, e todos eles tinham uma tradição – e principalmente os alemães – de manufatura de armas. O que aconteceu quando nossa fronteira passou a existir (e nós tomamos o Rio Grande do Sul dos espanhóis, isso é um fato)? Lá, não há família que não tenha arma. Então, para nós é algo absolutamente normal. E, no meu caso, com cinco mandatos de deputado – dois de estadual, e estou no terceiro de federal –, eu cheguei aqui em 2003 sem nunca ter sido apoiado por uma indústria de arma. E eu entrei na luta contra o desarmamento – era um dos oito deputados que aqui empreenderam uma luta contra o mundo, para alertar a sociedade sobre os seus direitos. Nós conseguimos. Antes, havia uma lavagem cerebral por uma parcela da mídia, que tentava formar a cabeça do brasileiro. Tanto que as pesquisas de opinião do Ibope – vou dar o nome! – diziam que 80% da população iriam votar sim [pelo desarmamento]. E foi o maior fracasso na história do Ibope, que faz tudo para esquecer essa época, porque 64% disseram não. E, no meu estado, 87% disseram não. A arma é um instrumento como qualquer outro no meu estado – uma pá, um enxada, qualquer outro instrumento. Quando eu cheguei aqui e estava no início da discussão, da tentativa que o governo Lula fez de desarmar a população civil, eu fui para o combate, mesmo sem ter recebido apoio de ninguém. Porque é uma questão de convicção. Eu tive a minha vida preservada quando ainda não era político, era veterinário. Foi em 1982, quando era legal – e, graças a Deus, continua sendo – o cidadão poder comprar sua arma, provar a sua habilidade, e daí receber o porte. Eu pude sacar a minha arma, sustentar o agressor sem que ele me agredisse e sem que eu o agredisse. Ele está vivo e eu também. Agora, eu não sei se estaria falando contigo hoje se não estivesse com aquela arma na mão.

O senhor é a favor da flexibilização das regras para porte de armas?
É muito importante a gente saber diferenciar o que é controle de armas e o que é controle de criminalidade. Quem tem a responsabilidade de olhar para o país inteiro, que é o Parlamento brasileiro, não pode misturar esses conceitos – de forma oportunista, demagógica e hipócrita – em resposta ao episódio que resultou na tragédia de Realengo. A iniciativa do senador Sarney é de uma irresponsabilidade brutal, de alguém que não entende nada e não estudou, não procura ler, não procura se informar. Há pouco mais de quatro anos, o Brasil fez um referendo. Naquele referendo, o país gastou R$ 600 milhões para perguntar para a população se ela era a favor ou contra a proibição do comércio de armas e munições. Qual foi a resposta da população? Não. 64% da população votaram não. O que tem de curioso nessa resposta? Naquela data, 97% da população brasileira não tinham armas. Apenas menos de 3% tinham armas registradas, legais. Transcorrem-se cincos anos, e continua o mesmo cenário: 97% da população brasileira continuam não tendo armas. Veja: nesses últimos cinco anos, foram feitas duas campanhas de desarmamento. Na primeira, foram recolhidas cerca de 400 mil armas, e na segunda, um pouco mais de 50 mil. Em números redondos, temos próximo de quinhentas mil armas que foram voluntariamente entregues pela população civil para o governo. E o que foi resolvido com isso? A pergunta é essa. Reduziu a criminalidade do Brasil? Não, porque a criminalidade não tem relação de causa e efeito com a arma legal.

Mas o país não está despreparado para as armas?
O Brasil tem uma das legislações mais restritivas do mundo para posse de arma. Vamos lá: com quantos anos a pessoa pode comprar arma no Brasil? Mais de 25. Por exemplo: esse rapaz que fez aquela loucura lá [em Realengo] tinha 24 anos. Ele não comprou uma arma legalmente. Onde ele adquiriu as armas? Ele comprou no mercado clandestino, e o plebiscito não trata do mercado clandestino. Não trata de gangue, de quadrilha, de tráfico de drogas ou de armas. E que arma pode portar o cidadão? Pode portar um revólver 38, uma pistola 380 e uma espingarda. Com o que contam hoje as quadrilhas de narcotraficantes? Fuzil AR-15, Falcon, Kalashnikov, metralhadora semi-automática, pistola .40, lança-foguetes, granadas. O cidadão comum pode comprar isso no Brasil? Em outros países pode, mas no Brasil, não. Então, só analisando esses fatos é que a gente começa a ver que uma coisa não tem relação com outra – a não ser com hipocrisia ou desconhecimento da matéria.

Sempre se verifica um intenso lobby dos fabricantes de armas quando um projeto dessa natureza passa a tramitar no Congresso – com resultados quase sempre satisfatórios para esses agentes. A proposição encabeçada por Sarney já não nasce fadada ao fracasso?
Não... Primeiro, acho que o projeto é um absurdo. Quanto custaria um plebiscito no Brasil, como quer o presidente do Senado? R$ 700 milhões, R$ 800 milhões? Os custos aumentaram. Então, em um país como o Brasil, em que se gasta mais com publicidade e propaganda do que com segurança, gastar, em cinco anos, R$ 1,2 bilhão para fazer a mesma pergunta? Nós vamos ser ridicularizados no mundo todo. Isso é um absurdo! Qual é o argumento dos que defendem o desarmamento da população civil? É de que, não havendo arma na mão do cidadão de bem, o bandido não tem arma. Mas os bandidos não compram arma do cidadão de bem! Eventualmente, eles podem roubar a casa de alguém – mas aí é porque a polícia não recuperou o roubo. Eventualmente, roubam uma delegacia de polícia, uma empresa de segurança. Agora, por outro lado, quantos milhares de eventos criminosos são obstaculizados porque alguém tem a posse ou um porte de uma arma. A arma, usada pelo cidadão de bem, é na verdade um instrumento de dissuasão.

Então o problema é a ineficiência dos órgãos de segurança pública brasileiros ...
Vamos pegar o exemplo da Inglaterra. No início dos anos 90, depois de um episódio envolvendo arma de fogo, reuniram milhares de assinaturas, o congresso deles se mobilizou e baniram as armas de fogo. O que aconteceu? Aumentaram os índices de assalto à mão armada e de invasão de residências, e se estabeleceu a seguinte estatística britânica – que é muito diferente da estatística brasileira: de cada 100 residências assaltadas na Inglaterra, 50 famílias armadas. Tu és capaz de imaginar estar dentro de casa, entrar um grupo de assaltantes na tua casa e tu não teres como te defender, ou defenderes tua mulher, mãe, filho, pai? Ou então o exemplo dos Estados Unidos, onde a compra é livre em 32 estados – e eu não estou defendendo que o modelo americano é bom pra nós; estou apenas constatando: de cada 100 assaltos a residência, em apenas dez a família estava dentro de casa, porque o bandido evita, sabe que vai ter reação. A Inglaterra tem uma tradição secular de patrulhamento por polícia desarmada, só com cassetete. Tem três ou quatros anos em que foi dada uma autorização para que o patrulhamento a pé inglês seja feito com arma de fogo, porque não se consegue mais controlar a violência com cassetete. Vamos além. Há poucos anos, também na Inglaterra, outro fato: invadiram uma casa onde havia um casal – o marido com 80 anos e a mulher com 75, 76 anos –, agrediram o marido, o marido desmaiou, foram atacar a mulher. Ela tinha uma espingarda, ilegal e velha, usou a espingarda e matou os dois agressores. Comoção na Inglaterra. Resultado: o Congresso inglês autorizou, incoerentemente em relação à decisão de dez anos atrás, o uso de espingarda. Ou seja, não é à toa que, na sociedade mais armada – e esse não é o caso do Brasil, porque aqui apenas 3% da população tem arma legal... Por exemplo, os Estados Unidos, ou a Suíça, que é um país menor do que o Rio Grande do Sul. A Suíça tem 43 milhões de armas legais hoje – 43 milhões de armas registradas! Qual é a taxa de homicídio por 100 mil [habitante] na Suíça? 1,5%. E nos Estados Unidos, menos de 2%. E no Canadá, que tem 24 milhões de armas registradas? Também de 1,5%. Qual é a taxa da Nova Zelândia, que tem uma faixa de 22, 23 milhões de armas registradas? A mesma taxa. Não tem nada a ver arma legal com aumento de criminalidade. Crime é uma outra coisa – é fronteira desprotegida, é falta de policiamento, é pouca tecnologia, é ausência de prisão. O problema é o sistema prisional brasileiro, em que homicidas, sequestradores e estupradores – e não estou falando de ladrão de galinha, mas sim de crimes contra a vida – saem do tribunal com uma pena de 30 anos e em seis anos estão na rua. Esse é o sistema prisional, porque não tem cadeia, não tem isso, não tem aquilo. Vamos pegar a Bolívia, um país pobre, com guerrilha urbana e campesina, com problema gravíssimo de narcotráfico – é uma das principais fontes de abastecimento de cocaína do mundo: o país fez um pacto pela segurança, e hoje qualquer cidadão pode andar com tranqüilidade no centro de Medelín e no centro de Bogotá. Porque limparam a polícia, aumentaram a capacidade das suas prisões, passaram a usar [órgãos de] inteligência, reconquistaram a confiança da população na polícia. Combater criminalidade não tem nada a ver com legislação sobre posse e porte de arma.

O senhor quer dizer que o Brasil está despreparado tanto para endurecer quanto para liberalizar a legislação sobre o comércio de arma de fogo?
É isso. Portanto, o que temos hoje [em termos de legislação], está adequado para o Brasil. Eu poderia questionar que o custo para se obter uma posse de arma hoje é muito caro. Além das restrições: 25 anos de idade mínima, teste psicotécnico, teste de conhecimento de legislação, teste de tiro – e estou falando de posse, apenas para manter a arma em casa, e não de portá-la em público, tem de ser feito tudo isso. Volto a insistir: o Brasil tem uma legislação super-restritiva. Não precisa mais, o país já resolveu a questão do controle de armas legais. O problema brasileiro é o controle das armas ilegais – e aí tu cais naquilo que é a mentira de que se utilizam movimentos como, por exemplo, o Viva Rio. O Viva Rio vive falando que, em um levantamento que foi feito no Rio de Janeiro [o deputado passa a ler um informativo divulgado pela entidade], “68% das armas apreendidas entre 1998 e 2003 foram legalmente adquiridas”. Só que ele [o Viva Rio] esqueceu, convenientemente, de informar que esse levantamento foi feito tendo como base um conjunto de 150 mil armas apreendidas. Como não foi possível identificar a origem das armas, as autoridades pediram ajuda aos fabricantes nacionais, e remeteram para eles essas 150 mil armas. Dessas, eles conseguiram identificar 10 mil. Então, 140 mil não eram de fabricação nacional. Dessas 10 mil, 6.800 armas haviam saído de fábricas brasileiras. Então veja bem: não eram 68%, mas sim 5% de fabricação nacional. Então, isso demonstra claramente que há uma questão ideológica, de falseamento da verdade, que precisa ser combatida. O Brasil hoje controla muito bem armas legais, e a gente não pode esquecer que o país é signatário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que diz em seu artigo 3º: "São direitos da pessoa humana a vida, a liberdade e a defesa pessoal". É textual a palavra. O que quer José Sarney, de maneira oportunista e hipócrita, é impedir que o Brasil continue honrando talvez um dos mais importantes tratados dos quais é signatário. Ao tentar revogar artificialmente, e ao tentar negar aquilo que a população já disse.

Na última terça-feira (12), o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), falando como ex-ministro da Justiça, foi à tribuna do plenário pedir a vinculação de recursos orçamentários para a segurança pública, assim como já acontece para a área da saúde, sem possibilidade de contingenciamento de verbas para o setor. O senhor concorda com a ideia?
Quando eu digo que o Brasil tem de fazer um pacto pela segurança, realmente, isso inclui aprovar a PEC 300 [que estabelece um piso salarial para policiais e bombeiros], fazer uma faxina nas forças de segurança, aumentar o número das cadeias. Mas isso demanda dinheiro. Então, se tiver de fazer uma vinculação no orçamento para que se gaste com a segurança da população – em vez de gastar em propaganda, em viagens e em outras bobagens –, então é um dinheiro muito bem empregado. Eu concordo.

Quando o senhor chama a proposta de Sarney de oportunista, quer dizer que o senador está aproveitando que a sociedade está fragilizada, comovida com o episódio de Realengo – enfim, valendo-se do fato de que, supõe-se, a rejeição às armas é maior no calor do acontecimento?
O que é ser oportunista nesse caso? É se valer de uma tragédia que não tem nada a ver com a legislação existente para tentar que... Essa turma do desarmamento, no próprio governo, por uma questão conceitual e ideológica não aceita o exercício dessa liberdade no Brasil. Aliás, se o governo puder, revoga o direito de portar arma, o direito aos sigilos bancário e fiscal, que já não existem no Brasil... E, se ele puder, vai revogar todos os direitos possíveis. Segmentos que apoiam o PT, por exemplo, querem relativizar o direito de propriedade! Nós temos de nos dar conta de que isso é um processo ideológico. A ideologia marxista [atribuída aos petistas históricos; referência ao filósofo alemão Karl Marx, co-autor do Manifesto Comunista] sempre se pautou por retirar todos os direitos fundamentais da pessoa humana para dominar segundo seus interesses.

As reações às tragédias nacionais são tardias?
Para fazermos um paralelo em tragédias, o caso de Realengo é uma tragédia com tanta estupidez quanto foi a do João Hélio (menino que morreu em 2009, no Rio de Janeiro, depois de ser arrastado por marginais em um veículo). E havia sentido proibir a fabricação de carros? Os objetos inanimados não causam nada. Quem decide as coisas são as pessoas. O liquidificador liga do nada? A televisão liga do nada? Não, é preciso alguém apertar o botão. No caso de uma arma, alguém tem de pressionar o gatilho. O problema não está no objeto, mas em quem o manuseia.

Mas isso não seria levantar um debate em favor do armamento?
Mas ninguém levanta um debate em favor do armamento. Volto a dizer: o pessoal do desarmamento mistura, de maneira oportunista, controle de arma com controle de criminalidade. E faz uma miscelânea para tentar enganar as pessoas, e isso é incorreto. Eles mentiram tanto e de tantas formas, que a sociedade se deu conta de que ali havia uma mentira, se deu conta de que não se tratava de arma, e sim de direito. Nós não lutamos para vender arma, eu não me bato para vender arma – até porque as indústrias brasileiras não têm mais do que 15%, 20% do seu faturamento no mercado interno, cerca de 80%, 90% é fora do Brasil. Elas já são multinacionais, reconhecidas internacionalmente. A minha luta é para manter o direito que eu quero ter, que a sociedade deve ter, o cidadão deve ter, de poder escolher se quer ou não ter uma arma em casa. Só isso.

Já existe uma ação para derrubar o projeto do senador Sarney?
Isso vai ser feito no debate. Os plenários do Senado e da Câmara vão votar – e eu espero que a racionalidade impere. Se não imperar, e esse país riquíssimo que somos nós – onde não há problema algum na saúde, na educação, problema zero na segurança, qualquer um pode andar a qualquer hora do dia ou da noite, a gente pode deixar a janela da nossa casa aberta, nem precisa da chave da porta – esse país pode se dar ao luxo de jogar no lixo R$ 700 milhões, R$ 800 milhões, para fazer um plebiscito que não tem nenhuma relevância, visto que já fez isso há pouco mais de quatro anos. E já se gastou R$ 600 milhões! Então, põe na conta da sociedade... E vou dizer uma coisa pra ti: no Brasil, o 'não' ganha com mais de 70%. E, no meu estado, de 92% ou 93% pra cima. Naquele momento, criou-se uma consciência que era inexistente no Brasil. Agora, diante desse oportunismo, dessa demagogia, o senhor Sarney vai tomar uma trauletada como ele nunca viu na vida.

A polícia legislativa usa tasers, espécie de revólver com descarga elétrica, não letal. Imaginando-se uma produção em grande escala, ao menos para comercialização junto à população civil, o artefato não seria a solução para as mortes provocadas por arma de fogo?
Isso ainda tem muito para avançar. Eu vou te dar um dado de um amigo médico, que atendeu e refez a mandíbula de um homem que tomou 22 tiros de [revólver calibre] 38 e está vivo até hoje. Tu sabes quantos tiros de 38 são necessários em uma pessoa para parar uma ação agressiva? No mínimo três tiros, em um intervalo máximo de dois segundos, e a uma distância média de dois milímetros, se não ela não pára. Por isso que, hoje, a população civil não tem capacidade de parar uma ação agressora com o armamento disponível. Nem com a pistola calibre 380, nem com o 38. Por que a polícia e as forças armadas usam a .40? Porque com esse calibre, um tiro no tórax cessa a ação agressora. O que tu tens quando alguém resolve investir contra ti (seja porque é maluco, porque está drogado, seja o que for)? Ele tem uma faca, um pau, uma arma. Em algum momento tu tens que parar essa pessoa, correto? Para que isso aconteça, tem de haver um certo impacto, e as armas que hoje estão na mão do cidadão não têm condição de, com um disparo, parar o agressor. Essa é uma outra discussão que existe: se o Estado não está cerceando o direito de legítima defesa. Mas nós nem chegamos ainda nessa discussão. A polícia usa pistola .40, ou 38 e 380 com munição com carga extra de pólvora, que dá um efeito diferente – o que é proibido para o cidadão civil.

Com o perdão do trocadilho deputado, curiosamente os senadores estão votando, neste momento, a medida provisória que financia o trem-bala...
(risos) Dinheiro pra botar no trem-bala, tem. Já pra botar na segurança...
Fonte: http://congressoemfoco.uol.com.br/

sábado, 11 de junho de 2011

Plebiscito do Desarmamento 3

Fonte: http://www.youtube.com/user/presidentemvb?feature=watch

Fala também sobre os horrores de crentes que são obrigados a ficar indefesos

Por Drew Zahn
© 2009 WorldNetDaily
O escritor Charl Van Wyk, que revidou tiros de terroristas que atacaram o culto de uma igreja, estará viajando nos EUA com testemunhos de seu ministério na África, inclusive sua experiência de primeira mão com igrejas cristãs que não estão preparadas para se defender.
O episódio com Van Wyk que ocorreu em 25 de julho de 1993, quando terroristas atacaram e mataram 11 pessoas e feriram 24 outras numa igreja na África do Sul, foi registrado no livro “Shooting Back: The Right and Duty of Self-Defense” [Revidando fogo: o direito e o dever de se defender].
Posteriormente, a polícia lhe disse que os terroristas confessaram que o plano deles era matar todos na igreja, possivelmente 1.000 pessoas ou mais, e a reação armada de Van Wyk foi considerada responsável por salvar muitas vidas naquele dia.
Contudo, por meio de seu ministério Frontline Fellowship, Van Wyk vem trabalhando em regiões que poderiam ser chamadas de áreas africanas “devastadas pela guerra”. O único problema é que no Congo, por exemplo, ninguém pode revidar e ninguém pode portar arma, como ocorreu quando ele estava armado durante o massacre na igreja evangélica St. James, podendo impedir um derramamento de sangue maior. Em vez de chamar esses lugares de “zonas devastadas pela guerra”, Van Wyk afirma que eles deveriam ser simplesmente chamados de “zonas de assassinato”.
Van Wyk faz um alerta acerca da situação triste das igrejas no Congo que ele viu, uma nação onde os criminosos carregam armas, mas as pessoas não têm nenhum direito de portar um revólver. Depois de entrevistar uma mulher cuja vila foi estuprada e aterrorizada por rebeldes armados e ficar sabendo de um pastor que foi enterrado vivo, sem que sua congregação nada pudesse fazer para se defender, Van Wyk escreveu uma carta ao editor no Congo:
“Seria muito difícil assassinos armados efetuarem tal tirania se as pessoas da localidade estivessem armadas e pudessem se defender”, escreveu Van Wyk. “Esse tipo de chacina só pode ocorrer em lugares em que os cidadãos não têm acesso a armas”.
Van Wyk estará viajando pelos EUA de 24 de abril até 12 de maio, com paradas em pelo menos sete estados e várias participações em programas de rádio e televisão. Quando fizer paradas em igrejas, provavelmente ele estará discutindo seu ministério entre crentes perseguidos na África, mas nas participações nos meios de comunicação, muitas vezes lhe pedirão para falar sobre o direito de portar arma nos EUA.
“Para criar uma nação segura, arme a população”, Van Wyk disse para WND. Referindo-se ao recente e muito noticiado massacre de mais de 12 imigrantes em Nova Iorque, ele acrescentou: “Um cidadão armado poderia ter feito a diferença ali”.
Embora Van Wyk confesse que há desvantagens de ter armas de fogo numa sociedade, ele diz que os legisladores deveriam considerar as vantagens.
“Quando foi a última vez que você ouviu falar que um assassino armado matou várias vítimas perto de uma delegacia ou de uma feira de exibição de armas, ou perto de qualquer outro lugar do mundo onde há muitas armas? É algo que você não ouviu. O motivo é porque os criminosos preferem vítimas desarmadas, ou alvos fáceis”, disse Van Wyk. “Não é de admirar que eles adorem o desarmamento — torna o trabalho deles muito mais fácil e seu ambiente de trabalho muito mais seguro”.
Em círculos cristãos, Van Wyk conclui, há uma necessidade maior de se armar para a própria defesa.
“O Apóstolo Paulo escreveu uma carta para Timóteo, ‘Mas se alguém não provê para os seus, principalmente para os membros sua própria família, ele negou a fé e é pior do que um descrente’”, comentou Van Wyk. “Provisão inclui prover segurança. Aliás, nosso Senhor Jesus ensinou: ‘Se você não tem uma espada, venda sua capa e compre uma’”.
Citando Jesus de novo, Van Wyk acrescentou: “’Você amará o Senhor seu Deus com todo o seu coração, com toda a sua alma, com todas as suas forças e com toda a sua mente’, e ‘seu próximo como a você mesmo’’, disse ele. “Será que estamos amando nosso próximo quando ficamos parados e nada fazemos quando ele está sendo assassinado ou uma mulher está sendo estuprada?”
A experiência de Van Wyk em regiões da África onde criminosos andam armados, mas os cidadãos não, melhorou sua perspectiva, mas ele avisa que os americanos não podem falhar no dever de proteger os direitos da Segunda Emenda [da Constituição dos EUA, a qual protege os direitos de porte de arma para todos os cidadãos].
“Estamos à beira de mudanças no mundo inteiro”, disse Van Wyk numa entrevista exclusiva com WND marcando o aniversário de 15 anos do que agora é conhecido como o Massacre de St. James. “A ONU tem um programa de desarmamento para remover as armas de fogo de todas as nações. Centenas de milhões de pessoas no mundo inteiro sofrem horrores de sistemas políticos, que estão impondo programas de desarmamentos baseados em opressão e mentiras”.
Ele acrescentou: “Na África do Sul, o Congresso Nacional Africano (de inspiração comunista) está impondo um programa de desarmamento politicamente motivado que deixará indefesos os cidadãos obedientes à lei… Neste exato momento no mundo inteiro está havendo uma guerra de cosmovisões na questão de desarmamento.
“Não temos escolha, a não ser a ação”, disse ele. “Os resultados do desarmamento podem de fato ser catastróficos. Por exemplo, Ruanda tinha políticas de desarmamento [na época dos massacres], assim como o Zimbábue de hoje. Este período da nossa história é decisivo. Será que os nossos filhos viverão como escravos ou como pessoas livres?”
Conforme WND noticiou no ano passado, Van Wyk foi obrigado a usar seu revólver uma segunda vez, quando deu de cara com uma gangue de assassinos com a intenção óbvia de fazer roubos ou seqüestros numa conferência na África do Sul.
Quando a atenção dos criminosos se desviou dele por uns instantes, ele pegou seu revólver. Ele gritou para eles para distrair a atenção deles do seu passageiro, e então abriu fogo, ferindo um dos três criminosos. Van Wyk e outros dois homens que foram alvos do crime saíram ilesos, mas o ministério Frontline Fellowship incorreu em despesas significativas para repor documentos como os passaportes roubados pelos criminosos.
“Creio firmemente que a ação mais bíblica que eu poderia tomar na hora era proteger a vida de meus irmãos e irmãs em Cristo contra aquele ataque violento. Aliás, se eu não tentasse protegê-los quando eu tinha a oportunidade de fazê-lo, eu teria quebrado os mandamentos das Escrituras”, disse ele.
“Como cristãos, nós temos não só o direito, mas também o dever de proteger os inocentes e cuidar daqueles a quem Deus colocou debaixo de nossa responsabilidade”, disse ele. “Há uma guerra de cosmovisões ocorrendo no mundo e as pessoas precisam compreender a ameaça e como elas podem fazer uma diferença”.
O testemunho de Van Wyk de como ele lutou contra um ataque terrorista contra sua igreja foi publicado em livro e DVD por WND, descrevendo 25 de julho de 1993, o dia que se tornaria conhecido na África do Sul como o Massacre de St. James.
Uma gangue de terroristas, armados até os dentes, atacou uma igreja cheia de cristãos indefesos. Mas Van Wyk estava na congregação e estava portando um revólver. Ele revidou o fogo. Os terroristas, que fugiram quando perceberam que havia um oponente armado, mais tarde explicaram que eles tinham planejado matar todas as pessoas da igreja.
Em seu livro “Shooting Back”, Van Wyk não só documenta o famoso e sangrento ataque, mas também oferece o primeiro estudo profundo da defesa da Bíblia para que as pessoas usem armas para se defender.
O livro foi transformado em documentário, disponível em vídeo — o primeiro a ser produzido pela nova divisão de filmes de WND.
Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com
Fonte: WND

quinta-feira, 7 de março de 2013

OBAMA TERRORISTA QUER MATAR AMERICANOS NOS ESTADOS UNIDOS

 Quem diria, o Presidente Obama quer aprovar uma lei, onde ele terá o poder de mandar matar cidadãos dos Estados Unidos, sem precisa de alguma acusação e sem julgamento.
 Quem mora nos outros países, deve divulgar estas informações urgentemente e alertar as pessoas que moram nos Estados Unidos, para preparar-los para se defender. Talvez seja por isso, que o governo do Obama quer confiscar as armas dos cidadãos dos Estados Unidos.
 Quem mora nos Estados Unidos, se prepare para o pior, divulgue estas informações e assine as petições abaixo URGENTIMENTE!
PETIÇÕES PARA IMPERDIR QUE ESTA LEI SEJA APROVADA: http://www.randpacusa.com/obamadrones.aspx?pid=0306 / https://secure.freedomworks.org/site/Advocacy?cmd=display&page=UserAction&id=837&s_subsrc=LIST03
PETIÇÕES PARA IMPERDIR O CONFISCO DE ARMAS: http://nagr.org/2013/no-more-gun-deals.aspx?pid=l / http://www.nagr.org/obama_gun_control.aspx?pid=b / http://nagr.org/EricHolder.aspx?pid=ND302 / http://www.nagr.org/2012/JonHammarJr.aspx?pid=1b / http://www.nagr.org/HillaryUN2012.aspx?pid=d / http://www.nagr.org/feinsteinvideo.aspx?pid=c / http://www.nagr.org/filibusterfax.aspx?pid=h / http://www.nagr.org/RickScottPetition.aspx?pid=ND519 / http://www.nagr.org/McCarthyBanPetition.aspx?pid=ND2

 Não pensem que isso não poderá acontecer no Brasil, pois muitos politicos do Brasil querem o desarmamento. Veja aqui: http://verdadesementirasnessemundo.blogspot.com/search?q=Plebiscito+do+Desarmamento
ACORDA BRASIL!
DEUS NOS PROTEJA E NOS LIVRE DE TODO MAL!